É fato
cientificamente comprovado que a adolescência, como processo de
passagem da infância para a fase adulta, se inicia com uma alteração
hormonal. O hipotálamo é uma região do encéfalo dos mamíferos,
do tamanho de uma amêndoa que liga o sistema nervoso ao sistema
endócrino e coordena a liberação de hormônios. Quando o
hipotálamo passa a produzir a kisspetina, se inicia uma série
de mudanças corporais que transforma a criança em adulto, dentre as
quais a
maturação dos testículos nos meninos e dos ovários nas meninas.
Sob
essa alteração hormonal, surgem desejos e sensações que os
adolescentes vão ter que aprender a lidar. O desejo antes restrito a
si mesmo e a objetos, agora se dirige ao outro e, é natural que as
possibilidades sexuais sejam testadas.
Mas o sexo na
adolescência ainda é permeado de tabus. Embora a sociedade
reconheça a necessidade de preveni-los contra doenças sexualmente
transmissíveis e gravidez indesejada, ainda não há, na mesma
intensidade, esforços para conhecer melhor as razões que levam, por
exemplo, um adolescente a deixar de usar camisinha quando já foi
informado dos danos que está sujeito com este comportamento.
Não é somente nas
questões sexuais que os adolescentes têm seu comportamento
transformado pelas mudanças bioquímicas que ocorrem em sues corpos.
Diante de uma nova aparência de si mesmo diante do espelho, diante
de novas possibilidades de relacionamentos, diante de novos
preconceitos que passa a enfrentar, os adolescentes tendem a
desenvolver um comportamento mais combativo ou, ao contrário, mais
retraído.
O fato é que nenhum
deles continuará a ser a mesma criança de antes, nem, tampouco,
estará apto a tomar decisões como adultos, nem ter claro as
conseqüências de suas ações.
É importante então,
que os educadores reconheçam que esta é uma fase inevitável, mas
não é uma fase para ser temida, combatida ou reprimida, mas sim, de
muita responsabilidade perante os alunos. É preciso colaborar com
esse crescimento, oferecendo respostas às suas inquietações e
alternativas para os seus caminhos, com paciência e respeito, sem
esboçar ou repassar a eles preconceitos e tabus.
E para que isso seja
possível, é fundamental que o educador conheça quais são os
preconceitos e tabus que carrega e, ainda que não consiga
superá-los, busque ao menos compreende-los e aceitar as diferenças
que encontrar. O diálogo, a informação e orientação são tudo
que os adolescentes esperam e o mínimo que o professor deve
oferecer.
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