Noção de corpo

 Olá docentes,
Estamos discutindo sobre as mudanças do corpo na adolescência. E para ampliar nossas ideias, podemos pensar na noção de corpo, lembrando também que “o corpo em movimento expressa muitas mensagens” (CARMO, 2012, p. 19). Por exemplo, o caminhar de determinadas tribos pode mostrar o pertencimento e compartilhamento de padrões que envolvem o grupo, assim como explica Carmo (2012).
E, para entendermos um pouco mais esta ideia de movimento do corpo e as mensagens transmitidas, há um site muito interessante, clique aqui , em que Denise Siqueira mostra em um artigo, o resultado de um trabalho que buscou entender as “representações sobre a juventude mostradas em videoclipes produzidos a partir dos anos 2000 no Brasil. Indaga-se como corpos, símbolos e gestos expressam atitudes de mobilização e trabalham pela afirmação de identidades...”.
Entre as várias colocações, são apresentados e analisados, por exemplo, videoclipes, como o da música “Admirável chip novo”, da cantora Pitty.
É uma oportunidade de conhecermos também um pouco mais, como os jovens e seus movimentos corporais estão sendo retratados e debater o tema com os alunos, ouvir suas opiniões.
Esperamos que tenham gostado!


Referências:
Carmo, J.S (2012). Psicologia da Educação II: Juventude e Idade Adulta. São Carlos: UFSCar/Sead.

SIQUEIRA, Denise. Juventude, corpo e mobilização no videoclipe brasileiro. Disponível em: < http://www.revue-rita.com/traits-dunion-thema-59/juventude-corpo-e-mobilizacao.html> Acesso em 05/02/14.




Outras formas de mudanças

Olá professores,
Esta postagem começa com a observação da imagem abaixo:



Quanta gíria não é? No cotidiano de vocês, com certeza devem ouvir muitas delas vindas por parte dos alunos. E estamos abordando este assunto, pois é importante conhecermos um pouco mais, os alunos que estão passando pela adolescência e que assim, estão percebendo mudanças em seus corpos, e descobrindo por caminhos como o da fala e sua forma de expressão, os caminhos que trazem a ideia de pertencimento, identidade e identificação em relação a um grupo e seus valores, além da “(...) assunção de padrões de comportamento que diferenciam o eu do outro”. (CARMO, 2012, p. 19).
E assim, já que a fala e suas formas de expressão como gíria, fazem parte do universo de nossos alunos adolescentes, por que não aproveitar o assunto como conteúdo para a sala de aula. Clicando aqui 
você encontra no Portal do Professor, com elaboração da autora Daniela Braga de Paula, e coautora Eliana Dias, as diferentes formas de utilizar o tema: gírias, em sala de aula e então ensinar, por exemplo, como “substituir gírias por expressões mais formais em textos”, como explica o site.
Gostaram?

Referências:
Carmo, J.S (2012). Psicologia da Educação II: Juventude e Idade Adulta. São Carlos: UFSCar/Sead.

PAULA, Daniela Braga de; DIAS, Eliana. Identificando tribos: as gírias. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=24002 >. Acesso em 05/02/14.

Imagem: Disponível em: <http://www.brasilwiki.com.br/galeria_fotos/foto_6489.jpg>. Acesso em 05/02/14.





HORMÔNIOS, ADOLESCÊNCIA, TABUS E DIÁLOGO


É fato cientificamente comprovado que a adolescência, como processo de passagem da infância para a fase adulta, se inicia com uma alteração hormonal. O hipotálamo é uma região do encéfalo dos mamíferos, do tamanho de uma amêndoa que liga o sistema nervoso ao sistema endócrino e coordena a liberação de hormônios. Quando o hipotálamo passa a produzir a kisspetina, se inicia uma série de mudanças corporais que transforma a criança em adulto, dentre as quais a maturação dos testículos nos meninos e dos ovários nas meninas.
Sob essa alteração hormonal, surgem desejos e sensações que os adolescentes vão ter que aprender a lidar. O desejo antes restrito a si mesmo e a objetos, agora se dirige ao outro e, é natural que as possibilidades sexuais sejam testadas.
Mas o sexo na adolescência ainda é permeado de tabus. Embora a sociedade reconheça a necessidade de preveni-los contra doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada, ainda não há, na mesma intensidade, esforços para conhecer melhor as razões que levam, por exemplo, um adolescente a deixar de usar camisinha quando já foi informado dos danos que está sujeito com este comportamento.
Não é somente nas questões sexuais que os adolescentes têm seu comportamento transformado pelas mudanças bioquímicas que ocorrem em sues corpos. Diante de uma nova aparência de si mesmo diante do espelho, diante de novas possibilidades de relacionamentos, diante de novos preconceitos que passa a enfrentar, os adolescentes tendem a desenvolver um comportamento mais combativo ou, ao contrário, mais retraído.
O fato é que nenhum deles continuará a ser a mesma criança de antes, nem, tampouco, estará apto a tomar decisões como adultos, nem ter claro as conseqüências de suas ações.
É importante então, que os educadores reconheçam que esta é uma fase inevitável, mas não é uma fase para ser temida, combatida ou reprimida, mas sim, de muita responsabilidade perante os alunos. É preciso colaborar com esse crescimento, oferecendo respostas às suas inquietações e alternativas para os seus caminhos, com paciência e respeito, sem esboçar ou repassar a eles preconceitos e tabus.
E para que isso seja possível, é fundamental que o educador conheça quais são os preconceitos e tabus que carrega e, ainda que não consiga superá-los, busque ao menos compreende-los e aceitar as diferenças que encontrar. O diálogo, a informação e orientação são tudo que os adolescentes esperam e o mínimo que o professor deve oferecer.


SITES CONSULTADOS



Jogo sobre as mudanças do corpo na puberdade

Que tal desenvolver um jogo com suas turmas para para discutir com os alunos as mudanças do corpo durante a adolescência?

Esta é a proposta de Maria Helena Vilela, Diretora executiva do Instituto Kaplan.

Para conhecer os Objetivos, os Conteúdos, o Tempo estimado, o Material necessário, o Desenvolvimento e a forma de Avaliação, clique aqui!




OBSERVAÇÃO: você encontra outras dicas como esta no canto direito deste blog (em PÁGINAS INTERESSANTES).

Dica do dia

Olá professores!
Provavelmente vocês conhecem a propaganda “O primeiro Valisère a gente nunca esquece”, de 1987. Pois é. Considerando que estamos tratando sobre as mudanças corporais que ocorrem na adolescência e como vocês podem trabalhar este tema com alunos que estejam nesta faixa etária, que tal usar a propaganda em questão para tanto?




Vocês poderiam mostrar o vídeo da propaganda para os alunos, pedindo que se atentem a questão de observação e até comparação que existe no desenvolvimento de um (a) adolescente em relação ao outro, como quando a menina do comercial se olha em relação às outras na aula de balé e também no vestiário.
Assim, você dialogar e explicar que cada pessoa tem o seu tempo de desenvolvimento, sendo o momento de cada um (a) irá chegar. Então, já poderiam ser dadas explicações em torno do que envolve o desenvolvimento dos alunos, como justamente o crescimento das mamas, em relação às meninas. Em relação aos meninos, poderia ser explicado que mudanças com eles também vão ocorrer, como o crescimento da barba e timbre da voz, claro, também de forma pessoal para cada um.
Esperamos que vocês tenham gostado da sugestão.
Abraços, e até a próxima.


Puberdade precoce

Olá queridos docentes!

Tentando trazer mais informações para vocês, indicamos a leitura sobre um assunto que também envolve a ideia de mudanças corporais na adolescência, a chamada puberdade precoce.
O site da revista “Pais e Filhos” traz explicações sobre o tema, como as mudanças que ocorrem, no caso, fora de época em meninos e meninas e fala por exemplo, sobre a necessidade do apoio da família.
Outro site que também fala sobre o tema, é do  hospital israelita AlbertEinstein, que ainda apresenta um vídeo do médico Mariano Tamura, falando sobre questões sobre o que é a puberdade, quando se apresenta precoce...
Ainda há pesquisas na área, como as publicadas e vistas no site da revista “Veja” e do jornal “Folha de São Paulo”.
 Fica a dica!